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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Jovem suicida deixa carta pedindo perdão aos pais e implorando para que a deixem morrer

A razão que motivou a jovem a cometer suicídio ingerindo substância venenosa ainda não ficou clara, pelo menos para quem não fazia parte dos seus ciclos familiar e de amizade, mas, o que se tem visto comentar é que a frustração com um relacionamento amoroso e a depressão seriam as causas, porém, nenhuma possibilidade é citada em uma carta que R. L., de 20 anos, moradora de Bacabal,  deixou para os pais.

O manuscrito ao que o blog teve acesso se atém exclusivamente a pedidos de perdão pelo ato e declarações de amor aos pais. “Mãe e Pai, eu sempre vou amar vocês, perdão por não ter sido uma boa filha, perdão por tudo”.

R. L. também diz que precisa que seus pais fiquem bem e que nada foi por culpa deles. “Vocês foram os melhores pais do mundo, eu tive sorte de ter vocês na minha vida. Nada foi culpa de vocês, quero que saibam”.

No final da carta a jovem deixa claro que realmente estava disposta a dar cabo da própria vida e chega a fazer um apelo. “Se eu por acaso não morrer [depois de ingerir o veneno] e tiver de ficar dependente de alguma forma, eu não quero. Quero que façam o que for preciso para que eu morra e não prolongue meu sofrimento. Eu imploro”.

R. L. havia ingerido veneno há alguns dias e, desde então, se encontrava hospitalizada. Ela faleceu na terça-feira (21) e foi sepultada nesta quarta, dia 22.

De acordo com os dados do primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado no último dia 21 de setembro pelo Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil. que mostram ainda que, em 2015, 65,6% dos óbitos nessa faixa etária foram por causas externas: violências e acidentes. A divulgação fez parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio.

O oficial de justiça aposentado Ivo Oliveira Farias, perdeu a filha Ariele para o suicídio em 2014, quando ela tinha 18 anos de idade. Ele superou o tabu e a vergonha e hoje fala abertamente sobre o suicídio da filha e a importância da prevenção. “As pessoas não se matam porque querem morrer, mas para acabar com a dor, não para matar a vida. [Para eles], a única alternativa de parar de sofrer é morrendo, elas querem acabar com a dor da depressão, do significado da existência. Elas estão em uma situação da qual não encontram uma saída e aí elas saem da vida como forma de resolver o problema”, disse.

Para ele, é preciso falar cotidianamente sobre suicídio, “até na mesa do bar”. “Aquela pessoa que está vivendo o drama, pode encontrar um caminho ali para buscar uma ajuda. A gente tem que conversar com as pessoas. Quando uma pessoa diz que quer se matar, a gente tem que acreditar. A maioria dá sinal, 9 em cada 10 dão sinal”, ressaltou.

Segundo a psicóloga e coordenadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, Karen Scavacini Karen, os sinais de alerta muitas vezes só fazem sentido depois da morte e são muito complexos de serem observados e entendidos. Entretanto, ela mostrou preocupação com o aumento do suicídio entre jovens. Segundo Karen, é importante lembrar que o cérebro só termina de se formar aos 21 anos e que os jovens têm mais impulsividade, menor autocontrole e menor consciência crítica.

“Temos visto jovens que não têm tolerância à frustrações, fazendo alto uso de álcool de drogas, jovens isolados”, disse ela, explicando que as redes sociais são umas das causas desse isolamento e frustração. “Por mais que haja um contato virtual, o contato significativo tem diminuído. E tudo que ele vê no Facebook e na rede social, ele acha que é verdade e compara com a própria vida, porque nas redes sociais todas as pessoas aparentam estar feliz sempre”, disse.
Fonte: Blog do sergio matias


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