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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

“Eu não aceito que a justiça falhe. As autoridades precisam me dar uma resposta”, diz advogada espancada por irmão do prefeito de Pinheiro

 A advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, que foi espancada brutalmente pelo ex-marido, Lúcio André Silva Soares, fez um desabafo em seu perfil no facebook, nesta quarta-feira (22), cobrando uma resposta das autoridades para o caso.

Ela diz que não sente apenas medo de morrer, mas de não acreditar na justiça, de ser mais um número, de o seu caso ser mais um demonstração pública de que o dinheiro e o poder falam mais alto, medo que as instituições não consigam atingir sua finalidade.

Ela acrescenta que não aceita que a justiça falhe.

A agressão, prisão e soltura

Lúcio André Silva Soares, irmão de Luciano Genésio, prefeito de Pinheiro,  chegou a ser preso, logo após as agressões, no sábado (11) à noite, sendo levado ao Plantão do Cohatrac. O registro da ocorrência foi feito às 2h34 da madrugada de domingo (12).

Após pagar uma fiança de R$ 4.685,00, o agresso foi colocado em liberdade pelo delegado Valber Braga.

O MP entrou com ação para revogar o pagamento de fiança e soltura do agressor. O juiz Clésio Cunha acatou o pedido do MP, na noite de domingo (12), e determinou a prisão preventiva de Lúcio André.

O agressor ainda foi localizado pela polícia.  Ele estaria fora do Maranhão e tentando um habeas corpus para não ser preso.


por GILBERTO LIMA
Leia o que escreveu a advogada Ludmila


8 h · 
Meus amigos, já se passaram 10 dias do fato que já se tornou conhecimento de todos. E hoje eu venho aqui dizer apenas duas coisas. Hoje sinto um medo que preciso compartilhar com os meus, hoje não sinto apenas o medo de morrer, sinto algo mais terrivel, medo de desacreditar em algo que vivo à 10 anos, medo de não acreditar mais na justiça. Medo de ser mais um número. Medo do meu caso ser mais uma demonstração pública de que o dinheiro e o poder falam mais alto em nosso país. Medo que as instituições em que confio, não consigam atingir sua finalidade, por qualquer que seja o motivo. A segunda e última coisa a ser dita, é que confio nas pessoas de bem, que até aqui me sustentaram com forças para continuar, e são essas pessoas que me fazem vim aqui e pedir que nao permitam que a iniquidade seja presente no meu caso. Eu não aceito que a justiça falhe. Eu não aceito. Me ajudem a espalhar essa corrente de justiça. As autoridades precisam me dar uma resposta. Obrigada. Ludmila Rosa Ribeiro da Silva.

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