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sábado, 14 de fevereiro de 2015

'Foi mamão com açúcar', diz suspeita de dopar agentes para fuga em cadeia

Uma das duas mulheres suspeitas de ter dopado agentes penitenciários da Cadeia de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, detalhou a facilidade da ação, durante entrevista à TV Centro América em Cuiabá. Nayara Mendes Pereira de Souza, de 27 anos, foi presa nesta quinta-feira (12) após uma denúncia. Também foi presa outra suspeita, um fugitivo e um rapaz que é namorado de uma das garotas.

“Foi mamão com açúcar. Os agentes caíram. Eles ficaram ligando para nós e pediram para levar uísque e eu levei. Eu levei o remédio e ele [o agente] tomou”, relatou Nayara à TVCA. Segundo a suspeita, um dos agentes desmaiou logo após ingerir o remédio. O outro ainda demorou um pouco mais. “Eu peguei todas as chaves de todas as celas e foi todo mundo saindo”, completou a suspeita.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, as duas mulheres seduziram e doparam os dois agentes da cadeia no último dia 5 de fevereiro, ocasião em que pegaram as chaves das celas e 27 detentos fugiram pela porta da frente da unidade. Até o momento, apenas 13 presos foram recapturados. Os agentes foram encontrados desacordados, sem roupas e amarrados.

O delegado do Goe, Antônio Carlos Garcia de Matos, contou que a prisão ocorreu após denúncia de que o detento e as garotas estavam em uma quitinete, no Bairro Altos da Serra. A outra jovem e um dos rapazes ficaram em silêncio e não falaram com a imprensa. O quarto suspeito confessou a participação na fuga.

Na quinta-feira a delegada de Nova Mutum, Angelina de Andrade, pediu a prisão de mais cinco pessoas suspeitas de participar da fuga em massa na cadeia pública do município, e indiciou oito pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, facilitação de fuga e furto de armas. O inquérito aberto para apurar o caso foi concluído pela Polícia Civil.

Servidores presos
Os dois agentes penitenciários e o ex-diretor da Cadeia Pública, exonerado logo após o caso, estão presos na Cadeia de Santo Antônio do Leverger, a 35 km da capital mato-grossense. A Polícia Civil continua a investigação para encontrar pessoas que possam ter ajudado na fuga, além de tentar recapturar os outros presidiários.

G1


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